Alguns analgésicos para aliviar a dor de cabeça causada pela ressaca que não perdoou o consumo exagerado de tequila, conhaque e cerveja.
Havia ido a uma festa de rock. Queria sentir seus poros arderem na fumaça daquele ambiente, louco e sádico. Homens com cara de brigões chegavam em motos turbinadas com jaqueta de couro preta, algumas com uma espécie de símbolo de gangue atrás.
Ele sentiu que aquilo ali não era o seu lugar. Mas, já que estava lá, resolveu entrar na “dança”. O seu celular tocava insistentemente, ele olhava e desligava a chamada. Seus amigos sempre vinham com alguma garrafa de bebida. Uns puxavam um baseado. Ele preferiu apenas beber.
Uma banda cover dos Ramones entrou no palco, todos numa mesma sintonia “HEY HO, LET’S GO!”. Algumas pessoas subiam até o palco e se jogavam de contra a multidão.
Era loucura, era rock n’ roll. Não havia pudor ou moralismo. Havia homens loucos, mulheres sem juízo.
“Nova era, irmão!” O seu amigo gritou. Ali era o lugar de perdição, mas, ele já estava perdido em sim mesmo. Então, ali atrás do palco, suas calças caídas e suas pernas bambas de tanto beber. Ele, por certo toque esquisitice, se encontrou.
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