quarta-feira, 26 de setembro de 2012


      A Barra.

      Uma sintonia perfeita; ali as ondas beijavam as pedras. O sol beijava o mar.
Não precisaria nem em um milhão de anos outra sonoplastia, senão, as gaivotas guinchando sob o céu e as ondas num eterno “splash” sob o mar.
     O cigarro era doce. A conversa era doce. Uma tarde doce, misturando-se ao salgado da praia.
     Que válvula de escape perfeita era se esconder diante as pedras, senti-las quente sobre as costas. Os óculos no tom sépia davam uma cor diferenciada aos olhos que antes de estar ali, viram passar multidões atarefadas com seus problemas pessoais, ou não tão pessoais assim.
     A primeira vez em que estivera no mesmo ambiente, porém, em outro universo. A conversa tão aleatória quanto os pensamentos que vagueavam dentro da cabeça. Nada de preocupação. Um eterno relaxamento da alma e o corpo. Tão barato, e muito nosso; poucos exploram aquele cenário.
     Um convite tão repentino.  Uma nova amizade, assim também, repentina.  A gratidão de ambos os olhos por presenciar, apreciar e contemplar aquela tarde de semana; quarta-feira, precisamente.
    Agradecer foi o que fizeram. Mas, não muito antes de agradecer aquilo tudo que rodeava.





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